Resumo
- A OpenAI começou a restringir a geração de imagens no “estilo Studio Ghibli”, que rapidamente viralizaram nas redes sociais.
- A empresa anunciou também que a liberação do gerador de imagens com IA foi adiada para usuários gratuitos devido à alta demanda.
- O novo modelo de geração de imagem com IA da OpenAI foi lançado nessa terça-feira (25/03).
Usuários do X (antigo Twitter) compartilharam imagens no estilo Studio Ghibli geradas pelo novo modelo de IA da OpenAI, lançado na terça-feira (25/03), transformando memes e cenas conhecidas em ilustrações inspiradas no estúdio japonês.
As imagens rapidamente se espalharam, mas o efeito deve durar pouco: a OpenAI começou a restringir solicitações para criar imagens no “estilo Ghibli” por envolver a obra de um artista vivo.
Por que a OpenAI está bloqueando imagens no estilo Studio Ghibli?

Segundo a Business Insider, a OpenAI adotou uma “abordagem conservadora” para imagens que pretendem simular determinados artistas. “Adicionamos uma recusa que é acionada quando um usuário tenta gerar uma imagem no estilo de um artista vivo”, diz um comunicado da empresa.
Na noite de quarta-feira (26/03), usuários notaram que a IA do ChatGPT já não atendia a pedidos para gerar esse tipo de imagem. “Estamos sempre aprendendo com o uso e o feedback do mundo real e continuaremos refinando nossas políticas à medida que avançamos”, afirmou um porta-voz da OpenAI.
Antes disso, o próprio Sam Altman, CEO da OpenAI, chegou a compartilhar uma ilustração de si mesmo gerada pela IA, emulando o estilo do icônico estúdio japonês.
A ironia é que, em 2016, o cofundador do Studio Ghibli, Hayao Miyazaki — responsável por clássicos como A Viagem de Chihiro e Meu Amigo Totoro —, demonstrou incômodo com a arte gerada por IA. “Estou completamente enojado”, declarou à época, acrescentando que considerava a tecnologia “um insulto à própria vida”.
Além das restrições ao uso de estilos artísticos específicos, a OpenAI também anunciou nessa quarta-feira o adiamento do novo gerador de imagens para usuários gratuitos do ChatGPT, sem definir um novo prazo para a liberação. Segundo Altman, a decisão foi motivada após a alta demanda pelo recurso.
Com informações de Business Insider, The Verge, Variety e Ars Technica