O que é GPT? Entenda sigla que dá nome ao chatbot de IA


Os transformadores generativos pré-treinados (GPTs) são utilizados em ferramentas de inteligência artificial generativa; entenda como funciona a tecnologia GPT é a sigla para “Generative pre-trained transformer”, que pode ser traduzida para “Transformadores generativos pré-treinados”, em português. A tecnologia faz parte de uma família de grandes modelos de linguagem (LLMs) baseados em aprendizado profundo e redes neurais treinadas com grandes volumes de informações. Ela é usada em ferramentas de inteligência artificial generativa, como o ChatGPT, que consegue gerar conteúdo a partir de um comando enviado pelo usuário.
Além de alimentar o chatbot da OpenAI, o modelo GPT também é usado em outras plataformas de IA generativa, capazes de produzir conteúdos semelhantes aos resultados criados por humanos. Entenda, nas próximas linhas, mais detalhes sobre o surgimento e o funcionamento do modelo GPT e saiba quais são os principais usos desta tecnologia.
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GPT é a sigla para “Transformadores generativos pré-treinados”; entenda como funciona a tecnologia
Ascannio / Shutterstock.com
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O que é GPT?
Em português, GPT é a sigla para “Transformadores generativos pré-treinados”. Trata-se de um tipo de grande modelo de linguagem (LLM) que utiliza deep learning, ou seja, aprendizado profundo para produzir conteúdos semelhantes aos que são feitos por humanos. O GPT conta com redes neurais treinadas com grandes conjuntos de dados e códigos, para conseguir entender e gerar respostas coerentes. O GPT é usado em ferramentas de inteligência artificial generativa e possibilita a criação de conteúdos diversos, em texto, áudio, imagem e vídeo.
Para funcionarem, os modelos GPT são como uma rede de neurônios artificiais, aptos a processar muitas informações profundamente, como o cérebro humano. Essa capacidade é chamada de “transformer” ou “transformador”, que pode analisar frases inteiras ao mesmo tempo, e compreender as relações entre as palavras, independente da distância entre elas. Ou seja, o modelo consegue reconhecer a importância de cada palavra em relação às outras, imitando como os humanos se concentram em várias partes de uma frase para entender o contexto dela.
GPT é a sigla para “Transformadores generativos pré-treinados”
Future Publishing/Getty Images
Quando surgiu e quem criou a tecnologia?
O design de rede neural do transformador foi inventado por pesquisadores do Google, que tornaram a arquitetura de código aberto em 2017. Na época, a empresa inventou o modelo transformador chamado BERT, que era usado para interpretar pesquisas em linguagem natural, mas não conseguia gerar texto a partir de um comando. Então, o primeiro modelo GPT foi criado em 2018 pela empresa OpenAI, dona do ChatGPT. Com o nome GPT-1, o modelo não chegou a ser lançado publicamente.
Em 2019, a OpenAI lançou o GPT-2, que ficou disponível para pesquisadores de aprendizado de máquina e conseguia gerar algumas frases. Em 2020, a empresa criou o modelo GPT-3, que tinha 100 vezes mais parâmetros do que o GPT-2, sendo treinado com um conjunto de dados maior. Depois, a OpenAI seguiu aprimorando o modelo GPT, que adquiriu capacidades mais complexas até chegar no modelo mais avançado da empresa, lançado em maio de 2024: o GPT-4o1, modelo multilíngue e multimodal, capaz de processar arquivos de áudio, visuais e de texto em tempo real.
O primeiro modelo GPT foi criado em 2018 pela empresa OpenAI, dona do ChatGPT
Reprodução/Ju Jae-young/Shutterstock
Por que o ChatGPT leva a sigla no nome?
O modelo GPT dá nome ao chatbot de inteligência artificial da OpenAI. Isso porque, conforme mencionado acima, a empresa criou e aprimorou o modelo até que ele conseguisse interagir com os usuários por meio de prompts e criar conteúdos coerentes e de qualidade. Portanto, o ChatGPT tem esse nome, pois é um chat que usa o modelo GPT para responder os comandos dos usuários.
Contudo, além da OpenAI, outras empresas lançaram seus próprios modelos de IA generativa, como o Gemini Google e o Claude.AI, da Anthropic. Todas essas ferramentas de IA foram treinadas com muitos dados para compreender as nuances da linguagem humana. Assim, os modelos aprenderam com os próprios erros e foram se aprimorando até conseguirem gerar resultados satisfatórios e coerentes.
O ChatGPT é o chatbot de inteligência artificial da OpenAI
Reprodução/Freepik/frimufilms
Principais usos da tecnologia GPT
A tecnologia GPT pode ser aplicada de várias maneiras no dia a dia dos usuários. É possível usá-la para criar conteúdo, como artigos de blog, mensagens, e-mails, posts de redes sociais, entre outros. Além disso, o modelo pode ser útil para criar códigos, traduzir idiomas, gerar planejamentos, analisar dados, resumir conteúdos extensos e atender clientes com chatbots automatizados e personalizados.
Portanto, o modelo GPT é útil em diversas tarefas dos usuários, que podem acessar a tecnologia para otimizar o tempo e realizar mais atividades tanto na vida pessoal, quanto profissional ou acadêmica. Assim, a ferramenta torna-se uma aliada para realizar desde atividades simples até as mais complexas.
Eexmplo de tradução de texto feita pelo ChatGPT
Reprodução/Millena Borges
Riscos do modelo GPT
É importante destacar que, embora tenha diversos avanços, o modelo GPT também pode apresentar riscos. Um deles é a produção de conteúdo impreciso ou incorreto, afinal, os modelos de IA generativa estão sujeitos a alucinações e falhas. Portanto, é importante verificar a veracidade das informações oferecidas pelas IAs, para analisar se elas realmente estão corretas. Além disso, como os modelos foram treinados com dados da Internet, criados por outras pessoas, esse material pode ter visões preconceituosas. Com isso, em determinados casos, a IA pode gerar respostas enviesadas.
Outro ponto de alerta é a privacidade dos dados que os usuários compartilham com as IAs, pois as empresas podem usar essas informações para treinar outros modelos, o que pode gerar um risco de segurança para os dados confidenciais. Por fim, a IA também levanta debates sobre violações de propriedade intelectual. Isso porque os conteúdos gerados por inteligência artificial podem conflitar com direitos autorais, como ocorreu quando a atriz Scarlett Johansson afirmou que o modelo de IA da OpenAI imitou sua voz sem autorização.
Atriz Scarlett Johansson diz que OpenAI imitou sua voz no modelo de IA GPT-4o
Reprodução/AFP
Com informações de Data Camp, Google Cloud e IBM.
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