Den of Wolves: novo jogo de tiro promete dinâmicas inovadoras; veja análise


Novo game da 10Chambers, criadores de PayDay e GTFO, promete ação, muita estratégia cooperativa e inova com dinâmica de terrorismo mental Den of Wolves é o novo jogo da produtora 10Chambers e, embora ainda esteja sem data certa de lançamento, foi testado com exclusividade pelo TechTudo durante um evento de apresentação que aconteceu em San Francisco, na Califórnia. Tivemos a oportunidade de jogar uma missão completa do jogo e entender os detalhes, sentir a jogabilidade e conhecer um pouco mais da história do game.
O FPS cooperativo se mostrou uma experiência bem interessante, trazendo melhorias na dinâmica de grupo em relação a outros jogos dos mesmo desenvolvedores, como PayDay, PayDay 2 e GTFO. Configura a seguir mais informações sobre o jogo e nossa opinião sobre o que ele tem de mais legal e o que ainda parece deixar a desejar.
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Den of Wolves é novo jogo dos criadores de PayDay e GTFO
Divulgação/10Chambers
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Den of Wolves: novo jogo de tiro promete dinâmicas inovadoras; veja análise
História e gameplay de Den of Wolves
Impressões de gameplay em Den of Wolves
Afinal, Den of Wolves é bom?
História e gameplay de Den of Wolves
Den of Wolves se passa em um futuro no qual as inteligências artificiais evoluiram a ponto de controlar frentes fundamentais da economia, política e sociedade. O jogo, dentro dessa premissa, se passa no ano de 2097 em Midway City, uma metrópole distópica que é controlada por grandes corporações, localizada no Oceano Pacífico. A premissa, então, é controlar um grupo de criminosos contratados por empresas para sabotar e roubar dados de outras companhias concorrentes.
O jogo é um FPS (game de tiro em primeira pessoa) cooperativo, para ser jogado em times de 4 jogadores. Ao receber uma missão, o grupo precisa entender quais serão as necessidades para completá-la (como desbloquear chaves ou pegar itens). Assim, precisa realizar a chamada “prep mission”, que é uma pré-missão justamente para coletar informações ou itens que serão importantes para a missão principal. O interessante é que essa “prep” pode ser feita em outro momento, em que o grupo nem mesmo está online, por menos jogadores. E aí os players que participaram podem informar ao time quando todos estiverem online para jogar a missão real.
Gameplay de Den of Wolves é focada em coop e estratégia
Divulgação/10Chambers
Apesar do ritmo frenético de um game de assalto, a dinâmica de Den of Wolves é muito baseada em trabalho em equipe e definição de estratégias. Com o objetivo definido, os times se reúnem em volta do mapa do local onde acontecerá a missão, e planejam juntos qual será a tática para conseguirem chegar ao objetivo final. Apesar de não ser obrigatório seguir o combinado, caso alguém fuja do planejamento e se afaste do resto do time, é bem possível que não consiga concluir nada.
O grande diferencial do game está na dinâmica do “The Dive” (“o mergulho”, em inglês livre). Ao invadir a mente de executivos, parte da dinâmica do game, os jogadores são transportados para mundos aleatórios e muitas vezes absurdos, o que traz um ritmo surpreendente para a jogabilidade e a trama. O The Dive pode mandar os jogadores de dentro de um prédio super moderno para locais inesperados, como um mundo bizarro em destroços, uma selva ou diversos outros. Os criadores não conseguiram precisar ainda quantos mapas diferentes estarão disponíveis para o The Dive, mas com certeza pelo menos uma dezena de diferentes cenários aparecerão na estreia do jogo.
Den of Wolves: screenshot do “The Dive” durante gameplay
Divulgação/10Chambers
Impressões de gameplay em Den of Wolves
Nos testes realizados pelo TechTudo, pudemos conferir tanto uma prep mission como uma missão completa efetivamente. Na dinâmica, o game foi testado com um time formado por outro jornalista e alguns dos desenvolvedores do game. Iniciando na missão preparatória, pudemos ter visibilidade dos comandos básicos do game e um entendimento sobre as diferentes possibilidades no jogo. Nesta prep mission o objetivo era entrar de maneira furtiva em um prédio defendido por diversos guardas armados e conseguir desbloquear um cofre para buscar um item até então ainda desconhecido.
O mais interessante desta missão preparatória é justamente poder ter uma noção de como vai funcionar a missão principal, pensar em possíveis estratégias, além de perceber as habilidades do time – por exemplo, durante nossos testes, tivemos dificuldades para conseguir passar por todo o mapa de forma furtiva, sendo descobertos em diversos momentos e não conseguindo evitar o embate com os inimigos.
Den of Wolves traz dinâmicas diferentes, como Prep Mission e The Dive
Divulgação/10Chambers
Apesar de funcionar quase como um treino, o que durante o jogo no dia a dia pode vir a ser um pouco maçante, quando se quer logo iniciar a missão propriamente, a prep mission é bem rápida e consegue em algum nível ser divertida. Ao finalizar, voltamos a uma espécie de sala de comando, com todo o time podendo acessar o mapa da missão principal e montar a estratégia para executar a operação e escolher as armas que cada um vai utilizar – composta por uma primária, uma secundária e algum artigo especial, como bombas ou escudos.
A missão principal que pudemos testar consistia em, inicialmente entregar o pacote roubado no cofre para uma gangue de bandidos. Porém, nos é informado de que na realidade nosso time vai trair os supostos aliados e detonar uma bomba biológica contra eles, apenas para ganhar acesso ao prédio de uma grande corporação e conseguir roubar dados que estão na cabeça de um executivo, fortemente protegido.
Para chegar a esse executivo, a missão é encontrar quatro chaves que estão escondidas aleatoriamente dentre 16 cofres espalhados pelo mapa. Nesse ponto, pudemos ter uma dinâmica muito divertida, que foi justamente elaborar como seria executada essa operação, partindo de quais locais, se o time seria dividido ou todos agiriam juntos, etc. Nessa hora que a prep mission se mostrou importante, já que como alguns jogadores ainda estavam entendendo o funcionamento do game, optamos por abrir os cofres todos juntos, começando do andar inferior, dando a volta e depois procurando nos compartimentos superiores.
TechTudo testou missões de Den of Wolves
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Com o jogo iniciado, a proposta é seguir a estratégia enquanto o time se defende de uma quantidade enorme de inimigos atirando de diversos lados, dentro de um enorme prédio empresarial, que lembra um shopping. Enquanto estamos aguardando cada cofre ser aberto, é necessário ficar atento a todos os lados para poder se defender dos atiradores, que não param de vir. Ao abrir os cofres, na maioria das vezes não encontramos nada, apenas algumas munições, o que obriga o time a passar pelos inimigos até o próximo cofre. Aliás, munições que são muito importantes, dada a quantidade de soldados para acertar nessa trajetória.
A parte mais difícil é conseguir lidar com a quantidade de inimigos que surgem, ao mesmo tempo em que tenta cumprir os objetivos da missão e ainda se manter dentro da estratégia. Para isso, a comunicação entre os integrantes se mostrou parte fundamental do processo do jogo, em uma dinâmica que funcionou muito bem, pelo menos se comunicando por meio dos fones de ouvido. Os criadores afirmam que será possível também jogar com um sistema de apontamentos e sinais usando atalhos específicos para quem está sem fone ou não queira conversar, mas não foi possível testar.
Den of Wolves tem em The Dive o ponto alto da gameplay
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Mas o ponto alto do jogo, como mencionamos anteriormente, é o “The Dive”. Ao encontrar as quatro chaves nos cofres, nos direcionamos para uma espécie de câmara de suspensão, onde estava localizado a tal vitima que queríamos desbloquear para poder acessar a mente. Porém, ao acessar, somos transportados do prédio empresarial para uma localização bizarra, com um céu vermelho e destroços espalhados, que não respeita as leis da gravidade. Esta é a mente do inimigo invadido, e o objetivo é que pelo menos um integrante consiga chegar ao final desse mapa, para concluir a missão.
Essa foi a parte mais difícil de toda a missão, sem dúvidas. A dinâmica surrealista do The Dive, precisando controlar o pulo para não cair no além, além de entender como se locomover andando pelas paredes, sem respeitar a gravidade, leva um bom tempo para se acostumar.
O problema é que não existe esse tempo: se os jogadores não chegarem ao final do mapa, eles retornam para o prédio no mesmo instante em que estavam, e nesse ponto os inimigos já estão muito em cima e a munição já é pouca. Logo, você precisa aguentar mais 2 minutos com todos vivos para que consigam saltar de novo para o mapa bizarro. E assim prossegue até que você consiga fechar a missão. Nos testes, foram feitas 3 tentativas até conseguir finalmente concluir o The Dive e fechar o jogo.
Afinal, Den of Wolves é bom?
O jogo parece ter um esquema de cooperação muito bom, diferenciado em relação a outros games, inclusive dando tempo e local para a equipe se reunir previamente e montar sua estratégia. Isso cria um elemento novo no jogo, que em vez de ser apenas um FPS de assalto trabalha com planos estratégicos mais elaborados pelos jogadores.
Den of Wolves promete agradar players que já curtem outros títulos da 10Chambers, como PayDay 2, por exemplo
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De resto, tanto a história quanto a jogabilidade trazem elementos bem padrão de jogos do estilo. O que não necessariamente é ruim, mas também não chega a surpreender pela inovação ou dinâmicas muito criativas. É um jogo para quem já está acostumado ao segmento – inclusive para quem jogou PayDay 2, por exemplo -, com alguns elementos interessantes mas nada muito inovador.
A parte mais cativante de Den of Wolves é de fato o “The Dive”, que traz realmente algo inovador e inesperado ao game. Fazer uma missão sem esperar exatamente o que vai encontrar na etapa final, e se surpreender com um mapa completamente louco e diferente do que estava sendo jogado anteriormente, traz de fato um elemento muito interessante, e quebra totalmente a expectativa do jogo, mudando o foco da imersão.
No fim das contas, é um game que vale a pena conferir, feito com certeza com bastante cuidado e com muita atenção principalmente na parte cooperativa. Reunir amigos para jogar, montar as missões e conquistar o objetivo após passar pela louca experiência do The Dive promete render boas horas de diversão.
*O jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da 10Chambers
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